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sábado, 25 de fevereiro de 2017

A idade nos ensina a ser mais seletivos

A idade nos ensina a ser mais seletivos

A idade nos ensina a ser mais seletivos

A idade nos torna mais seletivos e hábeis na hora de aplicar filtros adequados de proteção. Pouco a pouco perdemos os medos, as inseguranças caducam, e aprendemos a cuidar de nossas prioridades, a saber “quem sim e quem não”. Porque amadurecer é, acima de tudo, levar em conta o que nós merecemos e lutar por isso.

É curioso como se costuma enfatizar a relação quase direta entre o número de amigos ou de relações que um indivíduo tem para fazer uma rápida predição sobre sua felicidade ou seu bem-estar emocional. Esta premissa foi estabelecida, sobretudo, a partir de uma teoria dos anos 90 enunciada pelo antropólogo Robin Dunbar,  e que atualmente é conhecida como o número Dunbar.

“A idade é uma questão da mente sobre a matéria. Se você não se importa, não importa.”
-Mark Twain-

Segundo esta proposta, uma pessoa irá precisar de um grupo social de pelo menos 150 indivíduos para se desenvolver com plenitude. Mas esta abordagem foi originada no tempo dos “primatas não humanos” e de sua relação quase direta com o tamanho do neocórtex. Porque no que se refere aos sempre complexos “primatas humanos”, ou seja, nós mesmos, o tema evidencia nuances delicadas que é bom esclarecer.

O número de relações sociais não se correlaciona diretamente com a felicidade. É a qualidade das mesmas que confere o verdadeiro bem-estar, equilíbrio pessoal e a satisfação que nos permite ganhar sabedoria. Por sua vez, à medida que o ser humano amadurece, o número de relações sociais significativas cai para ficar reduzido quase sempre a um círculo sólido, onde as interações favorecem uma verdadeira saúde mental.

A idade e o autoconhecimento
Começaremos esclarecendo outro dado importante relacionado à idade. Ganhar em anos não significa obrigatoriamente ganhar em sabedoria, equilíbrio e temperança. Os padrões de personalidade evoluem, não há dúvidas, mas partem quase sempre das mesmas raízes, de um mesmo substrato. Por exemplo, o indivíduo de “mente quadrada”, pouco receptivo e habituado a ver o mundo com um filtro de negativismo não vai experimentar uma súbita revolução interior só por soprar algumas velas a mais no seu bolo de aniversário.

A maturidade física e a maturidade psicológica não são a mesma coisa. O próprio Aristóteles defendia que em todo traço de caráter há um excesso, uma carência ou uma virtude que nos haverá de acompanhar à medida que amadurecermos. No entanto, segundo o filósofo grego, apenas quem é capaz de praticar a bondade e o autoconhecimento desfruta dessa virtude em que a pessoa será capaz de se conectar com a verdadeira felicidade ao saber o que é o prioritário.

É fácil de entender: dependendo de como eu percebo a mim mesmo, irei entender o mundo que me rodeia. Se eu sou avarento, irei perceber as pessoas generosas como esbanjadoras. O defeito em meu caráter desvia minhas percepções intelectuais e emocionais. No entanto, quem pratica esse autoconhecimento onde a bondade e o respeito são essenciais irá aplicar um filtro mental adequado, com o qual irá buscar e se rodear apenas daquilo que harmoniza com esses princípios.

Ter em nossa vida pessoas nobres, autênticas e enriquecedoras garante não só a nossa saúde mental e emocional. O próprio Aristóteles defendia que a amizade baseada na virtude favorece o nosso desenvolvimento moral. Porque um bom amigo é alguém onde podemos ver também a nós mesmos através de seus olhos, para continuar investindo no autoconhecimento.

Saber quem você ama e o que você quer não é ser egoísta
A vida é feita de momentos, de pessoas e de experiências variadas. Da nossa parte, depende apenas de sermos seletivos e darmos valor a essas peças que, graças ao seu brilho intenso, nos permitem ter uma existência mais bela e ao mesmo tempo significativa. Por isso, é necessário ter em mente um dado muito concreto: ser seletivo não é ser egoísta.

“Só se vive uma vez, e se você fizer isso bem, será o suficiente.”
-Mae West-

Envelhecer tem muitas vantagens, desde que tenhamos uma mente aberta, intuitiva, e que consigamos tirar conclusões adequadas em relação às próprias experiências. Mais cedo ou mais tarde as pessoas acabam percebendo que sobram coisas, que nossa bagagem pessoal arrasta um peso excessivo que fará com que seja impossível despachar essa mala para continuar nossa viagem em direção à felicidade.

Amadurecer é, portanto, aprender a aplicar filtros psicológicos e emocionais. Quem se atreve a deixar ir certas amizades, certas relações, costumes e determinados ambientes, não peca de soberba, muito pelo contrário: coloca em prática um fabuloso mecanismo de sobrevivência. Algo que todos sabemos é que quando somos muito jovens, o nosso filtro de relações não tem limites: somos receptivos a tudo e tentamos nos impregnar de qualquer coisa que chega até nós. Queremos experimentar, vibrar, emocionar…

No entanto, à medida que se passam os anos e chegam as decepções e os aprendizados, entendemos que para ter uma vida de qualidade não é necessário “sobrar” pessoas, situações e atividades. Ficar com o que nos faz feliz é poder respirar em paz para continuar crescendo, para continuar amadurecendo.

Alguém disse uma vez que o segredo para uma vida feliz não está em correr muito rápido nem em subir muito alto. Está em saber saltar, em superar altos e baixos, em encontrar refúgio e inspiração nessas rochas do rio de nossas vidas onde estão os recantos mais belos, fortes e reluzentes.


https://amenteemaravilhosa.com.br/idade-ensina-ser-mais-seletivos/

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