Mente
Iluminada
O
trabalho do despertar da consciência é um trabalho de nível superior que exige
uma intensa atividade da alma ou, em outras palavras, da pequena porção de
consciência que expressamos no diário viver.
O
despertar é o elo central que une todas as outras disciplinas ou fatores de
revolução da consciência. Sem o despertar podemos dizer que a morte mística é
“castrada”, já que a mente não pode ver e compreender o que ela mesma criou e
teima em manter oculto e camuflado.
Para transpor certos véus que separam os
níveis mais superficiais da mente, mergulhando no inconsciente obscuro (morada
de nossos defeitos e condicionamentos), faz-se necessário desenvolver um
sentido que se expressa muito além das sensações, sentimentos e pensamentos.
Este sentido é a consciência.
Um homem pode morrer em muitos defeitos, e
ainda assim, continuar prisioneiro dos mecanismos inconscientes da mente. Pode,
também, desabrochar muitíssimas virtudes, porém não chegar a conhecer a paz e a
bem-aventurança que só a iluminação pode outorgar.
Sem a Senda da Iluminação, a alquimia sexual,
selo que sacraliza a Grande Obra, corre o sério risco de transforma-se no mais
perigoso dos instrumentos de entorpecimento da alma.
O homem desperto, iluminado, vê não só os
fatos, as pessoas e a vida como em verdade são, mas também a causa e o efeito
de todas as atitudes, palavras, atos, e acontecimentos que envolvem a
existência.
Ora, o que é o despertar e o que devemos fazer
para despertar?
O despertar é o descondicionamento absoluto e
completo da mente. A mente de um homem desperto é livre de defeitos, fantasias,
pensamentos mecânicos e inconscientes, tensões, comparações e julgamentos.

