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Fatima dos Anjos
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sábado, 12 de novembro de 2016

SABEDORIA E COMPAIXÃO

 Sabedoria e compaixão
  Sabedoria, que é chamada de a mãe dos budas, nada mais é do que a compreensão do vazio. Esse é o grande segredo do despertar. Todos os budas nascem dessa percepção, pois somente a sabedoria do vazio pode dar nascimento à iluminação. Sabedoria é a experiência directa, transformadora da realidade do vazio em nossas próprias vidas. É a certeza viva de que nada existe como uma entidade separada como normalmente acreditamos. […] vazio e sabedoria são vistos como o princípio feminino da iluminação, inseparavelmente unidos com o princípio masculino da compaixão e dos meios habilidosos, ou método.
Compaixão não é apenas um sentimento de piedade e empatia, mas uma força activa, uma energia fundamental que está incessantemente trabalhando para remover as causas do sofrimento. Não se pode evitar o seu aparecimento, porque na realização do vazio não existem fronteiras entre a própria pessoa e os outros. Compaixão é sensibilidade absoluta, amor imparcial e preocupação ilimitada por tudo na existência. É a expressão exterior natural da bem-aventura da iluminação. […] Meios habilidosos significam a aplicação da compaixão, a actividade iluminada que se esforça para remover o sofrimento e conduzir todos os seres conscientes em direcção à suprema felicidade.
 Vazio e compaixão são completamente interligados. A relação entre eles tem sido comparada à de uma chama e sua luz, ou a de uma árvore e suas folhas. A actividade no mundo não é verdadeiramente iluminada a não ser que brote da percepção de que, no sentido absoluto, nada está sendo feito ou precisa ser feito. Ao mesmo tempo, o coração desperto sente como seu próprio o sofrimento de todos que ainda não despertaram. […]

Francesca Fremantle, em “Vazio Luminoso“
fonte:samsara

MAITREYA, O BUDA DO AMOR



Maitreya, o Buda do Amor


 Maitri pode ser traduzido como “amor”, ou “bondade amorosa”. Alguns mestres budistas preferem “bondade amorosa” por considerarem a palavra “amor” muito perigosa. Mas eu prefiro o termo “amor”. Às vezes, as palavras adoecem, e nós temos que curá-las. A palavra “amor” tem sido usada como um termo correspondente a apetite, ou desejo, como em “eu amo hambúrgueres”. É necessário empregar o idioma com mais cuidado. “Amor” é uma palavra bonita, devemos recuperar seu significado. O termo maitri tem raízes na palavra mitra, que quer dizer amigo. No budismo, o principal significado de amor é amizade.

Todos nós possuímos as sementes do amor. Podemos desenvolver essa maravilhosa fonte de energia nutrindo o amor incondicional que nada espera de volta. Quando compreendemos uma pessoa no fundo do coração, inclusive alguém que nos feriu, não conseguimos deixar de amá-la. O Buda Shakyamuni mencionou que o Buda do próximo éon se chamará “Maitreya, o Buda do Amor”.

Thich Nhat Hanh, em “Ensinamentos sobre o Amor”.